Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura

Em 2012, Guimarães transforma-se na Capital Europeia da Cultura.

Fotografia: Susana Silva
Fotografia: Susana Silva
24 MAR 2012

Mas o que significa ser uma Capital Europeia da Cultura?

Esta iniciativa europeia é um marco fundamental da política europeia para a cultura, e pretende acima de tudo promover o intercâmbio cultural e a cooperação entre os estados-membros, contribuindo para a aproximação dos povos europeus e para a criação de um sentimento de pertença a uma mesma comunidade. Através do conhecimento mútuo, pretende-se valorizar a riqueza e diversidade das culturas europeias, mas também o que as une.

Cada Capital deve, por isso, elaborar um programa com uma perspectiva temporal alargada e uma noção ampla de espaço europeu, tendo sempre presentes os objectivos da política da União para a cultura, e articulando a sua programação com os restantes programas e iniciativas da Direcção-Geral para a Educação e Cultura da UE, entre elas, o Ano Europeu, ou o Programa Cultura, cujos objectivos incluem o incentivo ao diálogo intercultural ou a mobilidade de artistas, de obras de arte, e de produções culturais e artísticas.

Simultaneamente, a Capital Europeia da Cultura constitui uma oportunidade para o desenvolvimento dos territórios, aos mais variados níveis, numa perspectiva de longo prazo. Em especial, é uma excelente oportunidade para a divulgação e conservação do património cultural.

Um projecto de tal envergadura representa igualmente, e cada vez mais, um desafio ao nível da criatividade e inovação, da capacidade de mobilizar recursos endógenos, e de cooperação com outros territórios. Acresce ainda a importância do esforço de coordenação dos vários actores do projecto, e a mobilização e participação das populações.

Por outro lado, esta “imagem de marca” criada pela União Europeia deve ser encarada não apenas como um momento para valorizar e potenciar os recursos existentes, nomeadamente, o património cultural tangível e intangível, mas também para procurar resolver problemas dos territórios, quer económicos (ligados por exemplo às fragilidades resultantes da desindustrialização), quer sociais (ligados por exemplo à coesão social), ou ainda ao nível urbanístico e da paisagem.

Mas para lá das respostas que a Capital Europeia da Cultura em Guimarães dará a cada uma das questões acima referidas, é certo que o sucesso desta iniciativa será medido pela participação de cada um de nós. Não deixe por isso de conhecer a vasta e interessante programação desta grande iniciativa, assinale o que mais lhe interessa, e aproveite o pretexto para visitar esta encantadora cidade, descobrindo música, dança, teatro, cinema, arquitectura, entre muito outras áreas, numa cidade iluminada pela vida que só a cultura pode dar.

Texto de João Franco, Mário Pereira e Susana Silva